"Mas quando o eu fala com o eu, quem é que fala? - a alma sepulta, o
espírito empurrado para dentro, cada vez mais para dentro da catacumba
central; o eu que tomou véus e abandonou o mundo - um covarde talvez,
contudo belo de algum modo, quando em seu desassossego perpassa de
lampião na mão, a subir e descer nos corredores escuros. 'Não consigo
mais suportar isso', diz o espírito dela'."
WOOLF, Virginia. Um romance não escrito. In: Contos Completos. São Paulo: Cosac Naify, 2005. p. 159
Nenhum comentário:
Postar um comentário